Last updated: 2025-07-29

Checks: 6 1

Knit directory: Machine-learning-e-redes-neurais-artificiais-no-melhoramento-genetico-do-cafeeiro/

This reproducible R Markdown analysis was created with workflowr (version 1.7.1). The Checks tab describes the reproducibility checks that were applied when the results were created. The Past versions tab lists the development history.


The R Markdown file has unstaged changes. To know which version of the R Markdown file created these results, you’ll want to first commit it to the Git repo. If you’re still working on the analysis, you can ignore this warning. When you’re finished, you can run wflow_publish to commit the R Markdown file and build the HTML.

Great job! The global environment was empty. Objects defined in the global environment can affect the analysis in your R Markdown file in unknown ways. For reproduciblity it’s best to always run the code in an empty environment.

The command set.seed(20250709) was run prior to running the code in the R Markdown file. Setting a seed ensures that any results that rely on randomness, e.g. subsampling or permutations, are reproducible.

Great job! Recording the operating system, R version, and package versions is critical for reproducibility.

Nice! There were no cached chunks for this analysis, so you can be confident that you successfully produced the results during this run.

Great job! Using relative paths to the files within your workflowr project makes it easier to run your code on other machines.

Great! You are using Git for version control. Tracking code development and connecting the code version to the results is critical for reproducibility.

The results in this page were generated with repository version 5170a29. See the Past versions tab to see a history of the changes made to the R Markdown and HTML files.

Note that you need to be careful to ensure that all relevant files for the analysis have been committed to Git prior to generating the results (you can use wflow_publish or wflow_git_commit). workflowr only checks the R Markdown file, but you know if there are other scripts or data files that it depends on. Below is the status of the Git repository when the results were generated:


Ignored files:
    Ignored:    .Rproj.user/
    Ignored:    analysis/modelos_mistos_dados_reais.Rmd
    Ignored:    data/dados_reais/Fenótipos 2014_2015_2016_C.arabica (1).xlsx
    Ignored:    data/dados_reais/Fenótipos 2014_2015_2016_C.arabica.xlsx
    Ignored:    data/dados_reais/FiltStep1_minQ10.0_minDP3_DPrange15-maxMeanDepth750_miss0.4_maf0.01_mac1_EMB_291701_SNPs_Raw.vcf.012.012
    Ignored:    data/dados_reais/FiltStep1_minQ10.0_minDP3_DPrange15-maxMeanDepth750_miss0.4_maf0.01_mac1_EMB_291701_SNPs_Raw.vcf.012.012.indv
    Ignored:    data/dados_reais/FiltStep1_minQ10.0_minDP3_DPrange15-maxMeanDepth750_miss0.4_maf0.01_mac1_EMB_291701_SNPs_Raw.vcf.012.012.pos
    Ignored:    data/dados_reais/FiltStep1_minQ10_minDP3_DPrange15-750_miss0.4_maf0.01_mac1_EMB_291701_filt1_snps_RAW.012.indv.txt
    Ignored:    data/dados_reais/FiltStep1_minQ10_minDP3_DPrange15-750_miss0.4_maf0.01_mac1_EMB_291701_filt1_snps_RAW.012.pos.txt
    Ignored:    data/dados_reais/FiltStep1_minQ10_minDP3_DPrange15-750_miss0.4_maf0.01_mac1_EMB_291701_filt1_snps_RAW.012.txt
    Ignored:    data/dados_reais/fpls-09-01934.pdf
    Ignored:    data/dados_reais/plants-13-01876-v2.pdf
    Ignored:    output/BLUPS_par_mmer.Rdata
    Ignored:    output/blups_all_wide.csv
    Ignored:    output/gwas_combined_results.rds
    Ignored:    output/gwas_results.rds
    Ignored:    output/importance_ML.rds
    Ignored:    output/importance_ML_mean.rds
    Ignored:    output/manhattan_BM.tiff
    Ignored:    output/manhattan_Cer.tiff
    Ignored:    output/manhattan_Prod.Cor.tiff
    Ignored:    output/mean_pheno.csv
    Ignored:    output/mod.RDS
    Ignored:    output/plot_lddecay.Rda
    Ignored:    output/pred_mod.RDS
    Ignored:    output/real_lddecay.tiff
    Ignored:    output/real_results_consolidated_10r_3f.xlsx
    Ignored:    output/real_results_consolidated_5r_5f.xlsx
    Ignored:    output/res.RDS
    Ignored:    output/result_sommer_pl_geracao_random.RDS
    Ignored:    output/result_sommer_random.RDS
    Ignored:    output/results_cv_GBLUP_a.rds
    Ignored:    output/results_cv_GBLUP_ad.rds
    Ignored:    output/results_cv_GBLUP_ade.rds
    Ignored:    output/simulated_results_consolidated.xlsx

Untracked files:
    Untracked:  analysis/figure/

Unstaged changes:
    Modified:   analysis/gwas_dados_reais.Rmd
    Modified:   analysis/gwas_dados_simulados.Rmd
    Modified:   analysis/gws_dados_reais.Rmd
    Modified:   analysis/gws_dados_simulados.Rmd
    Modified:   analysis/license.Rmd

Note that any generated files, e.g. HTML, png, CSS, etc., are not included in this status report because it is ok for generated content to have uncommitted changes.


These are the previous versions of the repository in which changes were made to the R Markdown (analysis/gws_dados_simulados.Rmd) and HTML (docs/gws_dados_simulados.html) files. If you’ve configured a remote Git repository (see ?wflow_git_remote), click on the hyperlinks in the table below to view the files as they were in that past version.

File Version Author Date Message
html b3dd2a9 WevertonGomesCosta 2025-07-28 add gws_dados_simulados html
Rmd 76b5e77 WevertonGomesCosta 2025-07-28 add scripts .Rmd to gws and gwas for real and simulated data
Rmd 60e67cf WevertonGomesCosta 2025-07-24 chance dados_simulados.Rmd to gws ans gwas_dados_simulados.Rmd

Seleção Genõmica Ampla - Dados Simulados

Este documento apresenta a implementação de modelos de seleção genômica ampla (GWS) utilizando dados simulados. Os modelos avaliados incluem G-BLUP, MARS, Random Forest, Bagging, Boosting e Redes Neurais Artificiais. A validação cruzada é utilizada para avaliar a acurácia preditiva dos modelos.

library(cvTools) # Para validação cruzada
library(kableExtra) # Para tabelas
library(parallel) # Para paralelização
library(doParallel) # Para paralelização
library(foreach) # Para paralelização
library(sommer) # Para modelos mistos
library(earth) # Para MARS
library(rpart) # Para árvores de decisão
library(randomForest) # Para Random Forest
library(gbm) # Para Boosting
library(neuralnet) # Para Redes Neurais
library(ANN2) # Para Redes Neurais
library(caret) # Para importância de variaveis
library(tidyverse) # Para manipulação de dados

1. Carregamento dos Dados

Os dados utilizados neste estudo são simulados e consistem em informações fenotípicas e genotípicas de uma população F₂. Os fenótipos foram gerados com base em cenários de QTL (Quantitative Trait Loci) e herdabilidade, enquanto os genótipos foram simulados a partir de um mapa genético.

1.1 Dados Fenotípicos

Os dados fenotípicos são carregados a partir de um arquivo de texto, onde cada linha representa um indivíduo e suas características fenotípicas. O arquivo contém uma coluna de IDs e várias colunas correspondentes aos fenótipos medidos.

pheno <- read.table("data/dados_simulados/DG#gen_F2_Vfen.txt", header = FALSE) %>%
  rownames_to_column(var = "ID") %>%
  mutate(ID = as.factor(ID))

1.2 Dados Genotípicos

Os dados genotípicos são carregados a partir de um arquivo de texto, onde cada linha representa um indivíduo e suas informações genéticas. As colunas correspondem aos SNPs (Single Nucleotide Polymorphisms) presentes no mapa genético.

geno <- read.table("data/dados_simulados/genoma_mapa.txt", header = FALSE)
colnames(geno) <- 1:ncol(geno)
geno <- t(geno)
geno <- geno - 1 

2. Preparação para Validação Cruzada

Para realizar a validação cruzada, os dados fenotípicos e genotípicos são organizados e alinhados. A validação cruzada será realizada com 5 dobras (folds) e 5 repetições, garantindo que cada indivíduo seja avaliado em diferentes conjuntos de treino e validação.

nfolds <- 5
nrept  <- 5
traits <- colnames(pheno)[-1]

set.seed(123)
# Alinhamento de IDs
pheno <- pheno[order(pheno$ID), ]
geno  <- geno[order(rownames(geno)), ]
stopifnot(all(rownames(geno) == as.character(pheno$ID)))

# Generating fold list
fold.list <- vector("list", length = nrept)
for (r in seq_len(nrept)) {
  folds <- cvFolds(
    n = nrow(pheno),
    K = nfolds,
    R = r,
    type = "random"
  )
  df <- cbind(folds$which, folds$subsets)
  fold.list[[r]] <- split(df[, 2], df[, 1])
}

3. Modelos para GWS

3.1. G-BLUP

O modelo G-BLUP (Genomic Best Linear Unbiased Prediction) é uma abordagem amplamente utilizada para predição genômica, que considera tanto os efeitos aditivos quanto os efeitos de dominância dos marcadores genéticos. Neste estudo, implementamos três variantes do G-BLUP: Aditivo, Aditivo-Dominante e Aditivo-Dominante-Epistástico.

O modelo é implementado utilizando a função mmes do pacote sommer, que permite ajustar modelos mistos com estruturas de parentesco complexas. A validação cruzada é realizada para avaliar a acurácia preditiva do modelo.

3.1.1 G-BLUP Aditivo

Para o modelo G-BLUP aditivo, utilizamos a matriz de parentesco aditivo (K) calculada a partir dos dados genotípicos. Este modelo assume que os efeitos dos marcadores são puramente aditivos, sem considerar interações de dominância ou epistasia.

# Construção da matriz de parentesco aditivo
K <- A.mat(geno)
# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo G-BLUP aditivo
results_cv_GBLUP_a <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos)),
  .packages = c("sommer", "dplyr", "tibble"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos$trait[idx]
  r <- combos$rep[idx]
  f <- combos$fold[idx]
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e matrizes de parentesco
  ph <- pheno[,c("ID", all_of(tr))]
  K1 <- K[ph$ID, ph$ID]
  td <- ph
  
  # Definição dos índices de validação cruzada
  val_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  td[val_idx, tr] <- NA
  
  # Ajuste do modelo G-BLUP aditivo
  fit <- mmes(
    fixed = as.formula(paste(tr, "~ 1")),
    random = ~ vsm(ism(ID), Gu = K1),
    data = td,
    rcov = ~ units
  )
  
  # Predição e métricas
  pred <- data.frame(yhat = fit$u + fit$b[[1]], ph)
  
  # Cálculo dos GEBVs para treino e validação
  pred_T <- pred[!(pred$ID %in% val_idx), "yhat"]
  truth_T <- pred[[tr]][!(pred$ID %in% val_idx)]
  pred_V <- pred[pred$ID %in% val_idx, "yhat"]
  truth_V <- pred[[tr]][pred$ID %in% val_idx]
  
  # Criação do tibble com os resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, truth_T), 4),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, truth_V), 4),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - truth_T)^2)), 4),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - truth_V)^2)), 4),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_GBLUP_a, file = "output/results_cv_GBLUP_a.rds")

3.1.2 G-BLUP Aditivo-Dominante

Para o modelo G-BLUP aditivo-dominante, utilizamos a matriz de parentesco aditivo-dominante (K) que considera tanto os efeitos aditivos quanto os de dominância dos marcadores genéticos. Este modelo é mais complexo e pode capturar interações entre alelos.

# Construção das matrizes de parentesco aditivo e dominante
K <- A.mat(geno)
D <- D.mat(geno)
# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_ad <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo G-BLUP aditivo-dominante
results_cv_GBLUP_ad <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_ad)),
  .packages = c("sommer", "dplyr", "tibble"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_ad$trait[idx]
  r <- combos_ad$rep[idx]
  f <- combos_ad$fold[idx]
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e matrizes de parentesco
  ph <- pheno[,c("ID", all_of(tr))]
  K1 <- K[ph$ID, ph$ID]
  D1 <- D[ph$ID, ph$ID]
  
  # Criação dos IDs para os efeitos aditivo e dominante
  td <- ph
  td$IDD <- td$ID
  
  # Definição dos índices de validação cruzada
  val_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  td[val_idx, tr] <- NA
  
  # Ajuste do modelo G-BLUP aditivo-dominante
  fit <- mmes(
    fixed = as.formula(paste(tr, "~ 1")),
    random = ~ vsm(ism(ID), Gu = K1) + vsm(ism(IDD), Gu = D1),
    data = td,
    rcov = ~ units
  )
  
  # Extração dos preditos e verdadeiros valores
  pred_a <- fit$uList$`vsm(ism(ID), Gu = K1`
  pred_d <- fit$uList$`vsm(ism(IDD), Gu = D1`
  
  # Soma dos preditos aditivos e dominantes
  pred <- pred_a + pred_d + fit$b[[1]]
  truth <- ph[[tr]]
  
  # Predição e métricas
  pred <- data.frame(pred, ph)
  
  # Cálculo dos GEBVs para treino e validação
  pred_T <- pred[-val_idx, "mu"]
  truth_T <- pred[[tr]][-val_idx]
  pred_V <- pred[val_idx, "mu"]
  truth_V <- pred[[tr]][val_idx]
  
  # Criação do tibble com os resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, truth_T), 4),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, truth_V), 4),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - truth_T)^2)), 4),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - truth_V)^2)), 4),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_GBLUP_ad, file = "output/results_cv_GBLUP_ad.rds")

3.1.3 G-BLUP Aditivo-Dominante-Epistástico

Para o modelo G-BLUP aditivo-dominante-epistástico, utilizamos a matriz de parentesco que inclui efeitos epistáticos. Este modelo é o mais complexo e pode capturar interações entre múltiplos marcadores.

# Construção das matrizes de parentesco aditivo, dominante e epistático
K <- A.mat(geno)
D <- D.mat(geno)
E <- E.mat(geno)
# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_ade <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo G-BLUP aditivo-dominante-epistástico
results_cv_GBLUP_ade <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_ade)),
  .packages = c("sommer", "dplyr", "tibble"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_ade$trait[idx]
  r <- combos_ade$rep[idx]
  f <- combos_ade$fold[idx]
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e matrizes de parentesco
  ph <- pheno[,c("ID", all_of(tr))]
  K1 <- K[ph$ID, ph$ID]
  D1 <- D[ph$ID, ph$ID]
  E1 <- E[ph$ID, ph$ID]
  
  # Criação dos IDs para os efeitos aditivo, dominante e epistático 
  td <- ph
  td$IDD <- td$ID
  td$IDE <- td$ID
  
  # Definição dos índices de validação cruzada
  val_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  td[val_idx, tr] <- NA
  
  # Ajuste do modelo G-BLUP aditivo-dominante-epistástico
  fit <- mmes(
    fixed = as.formula(paste(tr, "~ 1")),
    random = ~ vsm(ism(ID), Gu = K1) + vsm(ism(IDD), Gu = D1) + vsm(ism(IDE), Gu = E1),
    data = td,
    rcov = ~ units
  )
  
  # Extração dos preditos e verdadeiros valores
  pred_a <- fit$uList$`vsm(ism(ID), Gu = K1`
  pred_d <- fit$uList$`vsm(ism(IDD), Gu = D1`
  pred_e <- fit$uList$`vsm(ism(IDE), Gu = E1`
  
  # Soma dos preditos aditivos e dominantes
  pred <- pred_a + pred_d + pred_e + fit$b[[1]]
  truth <- ph[[tr]]
  
  # Predição e métricas
  pred <- data.frame(pred, ph)
  
  # Cálculo dos GEBVs para treino e validação
  pred_T <- pred[-val_idx, "mu"]
  truth_T <- pred[[tr]][-val_idx]
  pred_V <- pred[val_idx, "mu"]
  truth_V <- pred[[tr]][val_idx]
  
  # Criação do tibble com os resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, truth_T), 4),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, truth_V), 4),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - truth_T)^2)), 4),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - truth_V)^2)), 4),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_GBLUP_ade, file = "output/results_cv_GBLUP_ade.rds")

3.2. MARS

O modelo MARS (Multivariate Adaptive Regression Splines) é uma técnica de regressão não paramétrica que pode capturar relações complexas entre variáveis. Neste estudo, implementamos três variantes do MARS: uma com grau 1, outra com grau 2 e outra com grau 3, para avaliar a capacidade de modelagem de interações entre os marcadores genéticos. A validação cruzada é utilizada para avaliar a acurácia preditiva do modelo.

3.2.1 MARS 1

O modelo MARS de grau 1 é utilizado para capturar relações lineares entre os marcadores genéticos e os fenótipos.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_mars <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo MARS de grau 1
results_cv_MARS_1 <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_mars)),
  .packages = c("earth", "dplyr", "tibble"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_mars$trait[idx]
  r <- combos_mars$rep[idx]
  f <- combos_mars$fold[idx]
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[train_idx, tr]
  xT <- geno[train_idx, ]
  yV <- pheno[valid_idx, tr]
  xV <- geno[valid_idx, ]
  
  # Ajuste do modelo MARS de grau 1
  fit <- earth(x = xT, y = yT, degree = 1)
  
  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(fit, xT)
  pred_V <- predict(fit, xV)
  
  # Extrair importância das variáveis
  imp <- evimp(fit, trim = FALSE)
  
  # Seleciona colunas relevantes e converte para data.frame
  imp_df <- as.data.frame(imp[, c("rss", "nsubsets")])  # rss: Overall importance
  
  # Adiciona informações de repetição e fold, mantendo nomes dos marcadores
  imp_df$marker <- rownames(imp_df)
  imp_df$Rep <- r
  imp_df$Fold <- f
  
  # Ajusta nomes das colunas e remove sufixo indesejado dos marcadores
  imp_df <- imp_df %>%
    select(Overall = rss, marker, Rep, Fold) %>%
    mutate(marker = stringr::str_replace_all(marker, "-unused", ""))
   
  # Limpeza de memória
  gc() 
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Degree = 1,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 4),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 4),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 4),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 4),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V),
    imp = list(imp_df)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_MARS_1, file = "output/results_cv_MARS_1.rds")

3.2.2 MARS 2

O modelo MARS de grau 2 é utilizado para capturar relações quadráticas entre os marcadores genéticos e os fenótipos. Este modelo pode capturar interações mais complexas entre os marcadores.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_mars <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo MARS de grau 2
results_cv_MARS_2 <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_mars)),
  .packages = c("earth", "dplyr", "tibble"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_mars$trait[idx]
  r <- combos_mars$rep[idx]
  f <- combos_mars$fold[idx]
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[train_idx, tr]
  xT <- geno[train_idx, ]
  yV <- pheno[valid_idx, tr]
  xV <- geno[valid_idx, ]
  
  # Ajuste do modelo MARS de grau 2
  fit <- earth(x = xT, y = yT, degree = 2)
  
  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(fit, xT)
  pred_V <- predict(fit, xV)
  
  # Extrair importância das variáveis
  imp <- evimp(fit, trim = FALSE)
  
  # Seleciona colunas relevantes e converte para data.frame
  imp_df <- as.data.frame(imp[, c("rss", "nsubsets")])  # rss: Overall importance
  
  # Adiciona informações de repetição e fold, mantendo nomes dos marcadores
  imp_df$marker <- rownames(imp_df)
  imp_df$Rep <- r
  imp_df$Fold <- f
  
  # Ajusta nomes das colunas e remove sufixo indesejado dos marcadores
  imp_df <- imp_df %>%
    select(Overall = rss, marker, Rep, Fold) %>%
    mutate(marker = stringr::str_replace_all(marker, "-unused", ""))
  
  # Limpeza de memória
  gc()  
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Degree = 2,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 4),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 4),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 4),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 4),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V),
    imp = list(imp_df)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_MARS_2, file = "output/results_cv_MARS_2.rds")

3.2.3 MARS 3

O modelo MARS de grau 3 é utilizado para capturar relações cúbicas entre os marcadores genéticos e os fenótipos. Este modelo é o mais complexo e pode capturar interações ainda mais complexas entre os marcadores.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_mars <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo MARS de grau 3
results_cv_MARS_3 <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_mars)),
  .packages = c("earth", "dplyr", "tibble"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_mars$trait[idx]
  r <- combos_mars$rep[idx]
  f <- combos_mars$fold[idx]
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[train_idx, tr]
  xT <- geno[train_idx, ]
  yV <- pheno[valid_idx, tr]
  xV <- geno[valid_idx, ]
  
  # Ajuste do modelo MARS de grau 3
  fit <- earth(x = xT, y = yT, degree = 3)
  
  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(fit, xT)
  pred_V <- predict(fit, xV)
  
  # Extrair importância das variáveis
  imp <- evimp(fit, trim = FALSE)
  
  # Seleciona colunas relevantes e converte para data.frame
  imp_df <- as.data.frame(imp[, c("rss", "nsubsets")])  # rss: Overall importance
  
  # Adiciona informações de repetição e fold, mantendo nomes dos marcadores
  imp_df$marker <- rownames(imp_df)
  imp_df$Rep <- r
  imp_df$Fold <- f
  
  # Ajusta nomes das colunas e remove sufixo indesejado dos marcadores
  imp_df <- imp_df %>%
    select(Overall = rss, marker, Rep, Fold) %>%
    mutate(marker = stringr::str_replace_all(marker, "-unused", ""))
  
  # Limpeza de memória
  gc()  
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Degree = 3,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 4),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 4),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 4),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 4),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V),
    imp = list(imp_df)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_MARS_3, file = "output/results_cv_MARS_3.rds")

3.3. Decision Tree

O modelo de árvore de decisão é uma técnica de aprendizado de máquina que utiliza uma estrutura hierárquica para tomar decisões baseadas em regras. A arvore de decisão utiliza o critério de divisão por meio erro quadrático médio (MSE) para segmentar os dados em subconjuntos, permitindo a predição de fenótipos com base nos marcadores genéticos. Este modelo é particularmente útil para problemas de classificação e regressão, pois permite interpretar facilmente as regras de decisão. Neste estudo, implementamos o modelo de árvore de decisão utilizando o pacote rpart.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_dt <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo de árvore de decisão
results_cv_DT <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_dt)),
  .packages = c("rpart", "dplyr", "tibble", "caret"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_dt$trait[idx]
  r <- combos_dt$rep[idx]
  f <- combos_dt$fold[idx]
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[[tr]][train_idx]  # vetor
  xT <- data.frame(geno[train_idx, ])
  yV <- pheno[[tr]][valid_idx]
  xV <- data.frame(geno[valid_idx, ])
  
  # Ajuste do modelo de árvore de decisão
  fit <- rpart(yT ~ ., data = xT)
  
  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(fit, xT)
  pred_V <- predict(fit, xV)
  
  # Extrair importância das variáveis
  imp_df <- data.frame(varImp(fit, scale = TRUE, value = "rss"))

  # Adiciona informações de repetição e fold, mantendo nomes dos marcadores
  imp_df$marker <- rownames(imp_df)
  imp_df$Rep <- r
  imp_df$Fold <- f
  
  # Ajusta nomes das colunas e remove sufixo indesejado dos marcadores
  imp_df <- imp_df %>%
    select(Overall = rss, marker, Rep, Fold) %>%
    mutate(marker = stringr::str_replace_all(marker, "-unused", ""))
  
  # Cria dataframe com a importância das variáveis para os marcadores não selecionados na arvore
  imp_df_setdiff <- data.frame(
    Overall = 0,
    marker = setdiff(colnames(x), imp_df$marker),
    Rep = r,
    Fold = f
  )
  
  # Agrupa os dados de importância
  imp_df <- imp_df %>%
    full_join(imp_df_setdiff)
  
  # Limpeza de memória
  gc()
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 3),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 3),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 3),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 3),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V),
    imp = list(imp_df)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_DT, file = "output/results_cv_DT.rds")

3.4. Bagging

O modelo de Bagging (Bootstrap Aggregating) é uma técnica de ensemble que combina múltiplos modelos para melhorar a acurácia preditiva. O Baggin realiza amostragem com reposição dos dados de treino para criar múltiplos subconjuntos, treinando um modelo em cada subconjunto e combinando as previsões. Esta técnica ajuda a reduzir a variância do modelo e melhora a robustez das previsões. Neste estudo, implementamos o modelo de Bagging utilizando o pacote randomForest.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_bag <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo Bagging
results_cv_Bag <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_bag)),
  .packages = c("randomForest", "dplyr", "tibble", "caret"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_bag$trait[idx]
  r <- combos_bag$rep[idx]
  f <- combos_bag$fold[idx]
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[[tr]][train_idx]  # vetor
  xT <- geno[train_idx, ]
  yV <- pheno[[tr]][valid_idx]
  xV <- geno[valid_idx, ]
  
  # Ajuste do modelo Bagging
  fit <- randomForest(x = xT, y = yT, mtry = ncol(xT))

  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(fit, xT)
  pred_V <- predict(fit, xV)
  
  # Extrair importância das variáveis
  imp_df <- data.frame(varImp(fit, scale = TRUE, value = "rss"))
  
  # Adiciona informações de repetição e fold, mantendo nomes dos marcadores
  imp_df$marker <- rownames(imp_df)
  imp_df$Rep <- r
  imp_df$Fold <- f
  
  # Limpeza de memória
  gc()
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 3),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 3),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 3),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 3),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V),
    imp = list(imp_df)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_Bag, file = "output/results_cv_Bag.rds")

3.5. Random Forest

O modelo Random Forest é uma técnica de aprendizado de máquina que utiliza múltiplas árvores de decisão para melhorar a acurácia preditiva. Similarmente ao Bagging, o Random Forest realiza amostragem com reposição dos dados de treino, mas também introduz aleatoriedade na seleção de variáveis em cada nó da árvore. Esta técnica ajuda a reduzir o overfitting e melhora a robustez das previsões. O Random Forest é amplamente utilizado em problemas de regressão e classificação devido à sua capacidade de lidar com grandes conjuntos de dados e variáveis correlacionadas. Neste estudo, implementamos o modelo Random Forest utilizando o pacote randomForest.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_rf <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo Random Forest
results_cv_RF <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_rf)),
  .packages = c("randomForest", "dplyr", "tibble", "caret"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_rf$trait[idx]
  r <- combos_rf$rep[idx]
  f <- combos_rf$fold[idx]
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[[tr]][train_idx]  # vetor
  xT <- geno[train_idx, ]
  yV <- pheno[[tr]][valid_idx]
  xV <- geno[valid_idx, ]
  
  # Ajuste do modelo Random Forest
  fit <- randomForest(xT, yT, mtry = floor(ncol(xT) / 3), ntree = 500)
  
  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(fit, xT)
  pred_V <- predict(fit, xV)
  
  # Extrair importância das variáveis
  imp_df <- data.frame(varImp(fit, scale = TRUE, value = "rss"))
  
  # Adiciona informações de repetição e fold, mantendo nomes dos marcadores
  imp_df$marker <- rownames(imp_df)
  imp_df$Rep <- r
  imp_df$Fold <- f
  
  # Limpeza de memória
  gc()
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 3),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 3),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 3),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 3),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V),
    imp = list(imp_df)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_RF, file = "output/results_cv_RF.rds")

3.6. Boosting (GBM)

O modelo de Boosting, especificamente o GBM (Gradient Boosting Machine), é uma técnica de aprendizado de máquina que combina múltiplos modelos fracos para criar um modelo forte. O GBM ajusta iterativamente os erros dos modelos anteriores, melhorando a acurácia preditiva. Neste estudo, implementamos o modelo GBM utilizando o pacote gbm.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições e folds
combos_gbm <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Execução da validação cruzada para o modelo GBM
results_cv_GBM <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_gbm)),
  .packages = c("gbm", "dplyr", "tibble", "caret"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_gbm$trait[idx]
  r <- combos_gbm$rep[idx]
  f <- combos_gbm$fold[idx]
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[[tr]][train_idx]  # vetor
  xT <- geno[train_idx, ]
  yV <- pheno[[tr]][valid_idx]
  xV <- geno[valid_idx, ]
  
  # Ajuste do modelo GBM
  fit <- gbm(
    yT ~ .,
    data = data.frame(yT, xT),
    distribution = "gaussian",
    n.trees = 500,
    interaction.depth = 2
  )
  
  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(fit, data.frame(xT), n.trees = 500)
  pred_V <- predict(fit, data.frame(xV), n.trees = 500)
  
  # Extrair importância das variáveis
  imp_df <- data.frame(varImp(fit, scale = TRUE, value = "rss" , numTrees  = 500))
  
  # Adiciona informações de repetição e fold, mantendo nomes dos marcadores
  imp_df$marker <- rownames(imp_df)
  imp_df$Rep <- r
  imp_df$Fold <- f
  
  # Limpeza de memória
  gc()
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 3),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 3),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 3),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 3),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V),
    imp = list(imp_df)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_GBM, file = "output/results_cv_GBM.rds")

3.7. Perceptron Multicamadas (PMC)

O modelo de Perceptron Multicamadas (PMC) é uma rede neural feedforward que pode capturar relações não lineares complexas entre os marcadores genéticos e os fenótipos. Neste estudo, implementamos o PMC utilizando o pacote neuralnet para avaliar a capacidade preditiva do modelo em relação aos fenótipos simulados.

# Configuração do ambiente de paralelização
cl <- makeCluster(max(1, detectCores() - 1))
registerDoParallel(cl)

# Criação de um grid de combinações de traits, repetições, folds e camadas ocultas
combos_nn <- expand.grid(
  trait = traits,
  rep = seq_len(nrept),
  fold = seq_len(nfolds),
  h1 = c(1, 2, 4, 8, 16, 32),
  h2 = c(0, 1, 2, 4, 8, 16, 32),
  stringsAsFactors = FALSE
)

# Função para criar lista de folds
results_cv_NN <- foreach(
  idx = seq_len(nrow(combos_nn)),
  .packages = c("ANN2", "neuralnet", "dplyr", "tibble"),
  .combine = bind_rows
) %dopar% {
  # Extração dos parâmetros do grid
  tr <- combos_nn$trait[idx]
  r <- combos_nn$rep[idx]
  f <- combos_nn$fold[idx]
  h1 <- combos_nn$h1[idx]
  h2 <- combos_nn$h2[idx]
  hidden.layers <- case_when(h2 != 0 ~ c(h1, h2),
                             TRUE ~ h1)
  
  # Seleção dos índices de validação cruzada
  valid_idx <- fold.list[[r]][[f]]
  train_idx <- setdiff(seq_len(nrow(pheno)), valid_idx)
  
  # Seleção dos dados fenotípicos e genotípicos
  yT <- pheno[[tr]][train_idx]  # vetor
  xT <- geno[train_idx, ]
  yV <- pheno[[tr]][valid_idx]
  xV <- geno[valid_idx, ]
  
  # Construção e Treinamento da Rede Neural
  NN <- neuralnetwork(
    X = xT,
    y = yT,
    hidden.layers = hidden.layers,
    regression = TRUE,
    activ.functions = "relu",
    n.epochs = 500,
    loss.type = "squared",
    val.prop = 0
  )
  
  # Predição para treino e validação
  pred_T <- predict(NN, xT)$predictions
  pred_V <- predict(NN, xV)$predictions
  
  # Limpeza de memória
  gc()
  
  # Criação do dataframe de resultados
  tibble(
    Trait = tr,
    Rep = r,
    Fold = f,
    Hidden_Layers_1 = h1,
    Hidden_Layers_2 = h2,
    R2_Train = round(cor(pred_T, yT), 3),
    R2_Valid = round(cor(pred_V, yV), 3),
    RMSE_Train = round(sqrt(mean((pred_T - yT)^2)), 3),
    RMSE_Valid = round(sqrt(mean((pred_V - yV)^2)), 3),
    GEBV_T = list(pred_T),
    GEBV_V = list(pred_V)
  )
}

# Finalização do cluster de paralelização
stopCluster(cl)

# Salvando os resultados da validação cruzada
saveRDS(results_cv_NN, file = "output/results_cv_NN.rds")

4. Resultados Consolidados

Nesta seção, consolidamos os resultados dos modelos de predição aplicados aos fenótipos simulados. Os resultados são apresentados em uma tabela que resume as métricas de desempenho (R² e RMSE) para cada método e traço avaliado.

# Carregar resultados
results_cv_GBLUP_a <- readRDS("output/results_cv_GBLUP_a.rds")
results_cv_GBLUP_ad <- readRDS("output/results_cv_GBLUP_ad.rds")
results_cv_GBLUP_ade <- readRDS("output/results_cv_GBLUP_ade.rds")
results_cv_MARS_1 <- readRDS("output/results_cv_MARS_1.rds")
results_cv_MARS_2 <- readRDS("output/results_cv_MARS_2.rds")
results_cv_MARS_3 <- readRDS("output/results_cv_MARS_3.rds")
results_cv_DT <- readRDS("output/results_cv_DT.rds")
results_cv_Bag <- readRDS("output/results_cv_Bag.rds")
results_cv_RF <- readRDS("output/results_cv_RF.rds")
results_cv_GBM <- readRDS("output/results_cv_GBM.rds")
results_cv_NN <- readRDS("output/results_cv_NN.rds")


# Agrupa por Trait e configuração de neurônios
resumo_nn <- results_cv_NN %>%
  group_by(Trait, Hidden_Layers_1, Hidden_Layers_2) %>%
  summarise(
    R2_Valid_Mean   = mean(R2_Valid, na.rm = TRUE),
    R2_Train_Mean   = mean(R2_Train, na.rm = TRUE),
    RMSE_Valid_Mean = mean(RMSE_Valid, na.rm = TRUE),
    RMSE_Train_Mean = mean(RMSE_Train, na.rm = TRUE),
    R2_Valid_SD     = sd(R2_Valid, na.rm = TRUE),
    R2_Train_SD     = sd(R2_Train, na.rm = TRUE),
    RMSE_Valid_SD   = sd(RMSE_Valid, na.rm = TRUE),
    RMSE_Train_SD   = sd(RMSE_Train, na.rm = TRUE),
    .groups = "drop"
  )

# Exibe os melhores por característica com base no maior R²_Valid
melhores_config_por_trait <- resumo_nn %>%
  group_by(Trait) %>%
  slice_max(order_by = R2_Valid_Mean, n = 1) %>%
  arrange(Trait)

print(melhores_config_por_trait)
# A tibble: 6 × 11
# Groups:   Trait [6]
  Trait Hidden_Layers_1 Hidden_Layers_2 R2_Valid_Mean R2_Train_Mean
  <chr>           <dbl>           <dbl>         <dbl>         <dbl>
1 V1                 32              32         0.438         1    
2 V2                 32              32         0.537         1    
3 V3                 32               2         0.457         0.951
4 V4                 32               0         0.444         1    
5 V5                  1               2         0.322         0.801
6 V6                 16               2         0.306         0.933
# ℹ 6 more variables: RMSE_Valid_Mean <dbl>, RMSE_Train_Mean <dbl>,
#   R2_Valid_SD <dbl>, R2_Train_SD <dbl>, RMSE_Valid_SD <dbl>,
#   RMSE_Train_SD <dbl>
# Adicionar coluna Method e combinar todos
combined_results <- bind_rows(
  results_cv_GBLUP_a  %>% mutate(Method = "GBLUP_a"),
  results_cv_GBLUP_ad %>% mutate(Method = "GBLUP_ad"),
  results_cv_GBLUP_ade %>% mutate(Method = "GBLUP_ade"),
  results_cv_MARS_1   %>% mutate(Method = "MARS_1"),
  results_cv_MARS_2   %>% mutate(Method = "MARS_2"),
  results_cv_MARS_3   %>% mutate(Method = "MARS_3"),
  results_cv_DT     %>% mutate(Method = "DT"),
  results_cv_Bag    %>% mutate(Method = "BAG"),
  results_cv_RF     %>% mutate(Method = "RF"),
  results_cv_GBM    %>% mutate(Method = "GBM")
)


# Resumir por Method e Trait
table_final <- combined_results %>%
  group_by(Method, Trait) %>%
  summarise(
    R2_Valid_Mean   = mean(R2_Valid, na.rm = TRUE),
    R2_Valid_SD     = sd(R2_Valid, na.rm = TRUE),
    RMSE_Valid_Mean = mean(RMSE_Valid, na.rm = TRUE),
    RMSE_Valid_SD   = sd(RMSE_Valid, na.rm = TRUE)
  ) %>%
  ungroup() %>%
  bind_rows(
    melhores_config_por_trait %>%
      mutate(Method = "NN") %>%
      select(
        Method,
        Trait,
        R2_Valid_Mean,
        R2_Valid_SD,
        RMSE_Valid_Mean,
        RMSE_Valid_SD
      )
  )

# Exibir tabela consolidada
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Resultados Consolidados por Método e Traço
Method Trait R2_Valid_Mean R2_Valid_SD RMSE_Valid_Mean RMSE_Valid_SD
MARS_2 V1 0.7653 0.0202 1.4861 0.0642
RF V1 0.7444 0.0346 1.5447 0.0953
BAG V1 0.7437 0.0354 1.5453 0.0972
GBM V1 0.7209 0.0230 1.5889 0.0641
MARS_3 V1 0.6712 0.0314 1.8404 0.1095
DT V1 0.6573 0.0435 1.7373 0.0938
MARS_1 V1 0.6571 0.0290 1.7327 0.0746
GBLUP_a V1 0.6401 0.0337 1.7784 0.0752
GBLUP_ad V1 0.6123 0.0285 1.8118 0.0834
GBLUP_ade V1 0.6118 0.0289 1.8123 0.0798
NN V1 0.4380 0.0441 2.2661 0.1023
GBLUP_a V2 0.7164 0.0445 0.7513 0.0485
GBM V2 0.6910 0.0268 0.7790 0.0431
GBLUP_ade V2 0.6716 0.0269 0.7966 0.0376
GBLUP_ad V2 0.6672 0.0274 0.8011 0.0383
RF V2 0.6672 0.0329 0.8480 0.0485
BAG V2 0.6656 0.0345 0.8482 0.0464
NN V2 0.5372 0.0422 0.9836 0.0422
MARS_2 V2 0.5368 0.0529 0.9383 0.0573
MARS_3 V2 0.4912 0.0550 1.0852 0.0867
MARS_1 V2 0.4746 0.0456 0.9599 0.0464
DT V2 0.3090 0.0465 1.0910 0.0494
GBLUP_a V3 0.6668 0.0284 0.6989 0.0269
GBLUP_ad V3 0.5967 0.0483 0.7508 0.0313
GBLUP_ade V3 0.5966 0.0484 0.7508 0.0314
RF V3 0.5789 0.0525 0.7879 0.0376
BAG V3 0.5750 0.0504 0.7896 0.0382
GBM V3 0.5481 0.0527 0.7924 0.0294
NN V3 0.4574 0.0614 0.9127 0.0534
MARS_2 V3 0.4151 0.0640 0.8962 0.0443
MARS_1 V3 0.4095 0.0595 0.8683 0.0348
MARS_3 V3 0.3782 0.0599 1.0304 0.0640
DT V3 0.2526 0.0653 0.9650 0.0344
GBLUP_a V4 0.6588 0.0439 0.6422 0.0291
GBLUP_ad V4 0.5966 0.0315 0.6852 0.0237
GBLUP_ade V4 0.5962 0.0318 0.6854 0.0238
RF V4 0.5789 0.0398 0.7178 0.0259
BAG V4 0.5753 0.0445 0.7185 0.0253
GBM V4 0.5524 0.0307 0.7214 0.0237
NN V4 0.4437 0.0462 0.8460 0.0346
MARS_1 V4 0.4330 0.0422 0.7812 0.0265
MARS_2 V4 0.4319 0.0592 0.8072 0.0326
MARS_3 V4 0.3684 0.0523 0.9553 0.0462
DT V4 0.2824 0.0650 0.8685 0.0376
GBLUP_a V5 0.5617 0.0335 0.7021 0.0312
GBLUP_ad V5 0.4681 0.0367 0.7482 0.0353
GBLUP_ade V5 0.4657 0.0358 0.7491 0.0356
RF V5 0.4356 0.0367 0.7677 0.0346
BAG V5 0.4299 0.0400 0.7695 0.0352
GBM V5 0.3892 0.0548 0.8036 0.0419
MARS_1 V5 0.3223 0.0426 0.8182 0.0360
NN V5 0.3215 0.0676 0.8936 0.0624
MARS_2 V5 0.2701 0.0714 0.8772 0.0564
MARS_3 V5 0.2433 0.0738 1.0260 0.0702
DT V5 0.1408 0.0586 0.9162 0.0427
GBLUP_a V6 0.5565 0.0382 0.6125 0.0232
GBLUP_ad V6 0.4749 0.0344 0.6481 0.0189
GBLUP_ade V6 0.4741 0.0354 0.6484 0.0192
RF V6 0.4640 0.0355 0.6572 0.0191
BAG V6 0.4604 0.0395 0.6582 0.0206
GBM V6 0.4062 0.0334 0.6927 0.0205
MARS_1 V6 0.3615 0.0443 0.6994 0.0230
MARS_2 V6 0.3334 0.0544 0.7352 0.0266
NN V6 0.3064 0.0698 0.8151 0.0481
DT V6 0.2557 0.0619 0.7519 0.0285
MARS_3 V6 0.2519 0.0697 0.8841 0.0508
# Salvar tabela consolidada
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A comparação dos métodos para as seis variáveis (V1 a V6) evidencia perfis distintos de acurácia e robustez. Em V1, o MARS_2 destacou-se com a maior correlação preditiva (R² = 0,7653) e o menor RMSE (1,4861), seguido de perto por RF (R² = 0,7444; RMSE = 1,5447) e BAG (R² = 0,7437; RMSE = 1,5453). GBM também mostrou bom equilíbrio (R² = 0,7209; RMSE = 1,5889), enquanto a rede neural ficou atrás em R² (0,4380) e registrou o maior erro (2,2661). Os modelos GBLUP apresentaram R² em torno de 0,61–0,64 e RMSE acima de 1,77, indicando performance intermediária.

Em V2, o GBLUP_a liderou em correlação (R² = 0,7164) e obteve o menor RMSE (0,7513), seguido por GBM (R² = 0,6910; RMSE = 0,7790) e BAG (R² = 0,6656; RMSE = 0,8482). RF manteve bom desempenho (R² = 0,6672; RMSE = 0,8480), enquanto DT (R² = 0,3090; RMSE = 1,0910) e MARS_1 foram os de pior acurácia. A rede neural exibiu R² moderado (0,5372) mas erro relativamente alto (0,9836).

Na variável V3, GBLUP_a novamente se destacou (R² = 0,6668; RMSE = 0,6989), seguido por RF (R² = 0,5789; RMSE = 0,7879) e BAG (R² = 0,5750; RMSE = 0,7896). GBM manteve-se consistente (R² = 0,5481; RMSE = 0,7924), enquanto DT (R² = 0,2526; RMSE = 0,9650) e MARS_3 (R² = 0,3782; RMSE = 1,0304) tiveram os piores resultados. A NN ficou no meio-campo (R² = 0,4574; RMSE = 0,9127).

Para V4, o GBLUP_a conduziu novamente (R² = 0,6588; RMSE = 0,6422), com BAG (R² = 0,5753; RMSE = 0,7185) e GBM (R² = 0,5524; RMSE = 0,7214) logo atrás. RF e MARS_1 mantiveram perfis semelhantes, enquanto DT (R² = 0,2824) e MARS_3 (R² = 0,3684; RMSE = 0,9553) apresentaram as menores correlações preditivas. A rede neural ficou em posição intermediária, com R² = 0,4437 e RMSE = 0,8460.

Na análise de V5, GBLUP_a obteve a maior correlação (R² = 0,5617) e RMSE mais baixo (0,7021). BAG (R² = 0,4299; RMSE = 0,7695) e RF (R² = 0,4356; RMSE = 0,7677) também ofereceram boa precisão, enquanto DT (R² = 0,1408; RMSE = 0,9162) e MARS_3 (R² = 0,2433; RMSE = 1,0260) ficaram no final da fila. A NN (R² = 0,3215; RMSE = 0,8936) mostrou resultado moderado.

Em V6, o padrão se repetiu: GBLUP_a liderou (R² = 0,5565; RMSE = 0,6125), com RF (R² = 0,4640; RMSE = 0,6572) e BAG (R² = 0,4604; RMSE = 0,6582) em seguida. GBM e GBLUP_ade mantiveram-se próximos, enquanto MARS_3 (R² = 0,2519; RMSE = 0,8841) e DT (R² = 0,2557; RMSE = 0,7519) foram os menos eficazes. A NN repetiu sua tendência de correlação moderada (R² = 0,3064) com erro acima de 0,80.

De modo geral, GBLUP_a apresentou consistência em correlações elevadas e baixo erro em V2–V6, ao passo que métodos de árvore (BAG, GBM, RF) combinaram boa precisão (RMSE reduzido) com altos R² apenas em V1. Redes neurais ficaram sempre atrás em precisão de erro e desempenho intermediário em correlação. MARS_2 foi o único não-GBLUP a superar 0,75 de R², porém só em V1. Esses resultados sugerem que a escolha do modelo deve considerar o balanço entre correlação e magnitude do erro, e que abordagens híbridas podem oferecer ganhos adicionais de acurácia na seleção genômica.

5. Conclusão

Neste estudo, avaliamos a acurácia preditiva de diferentes modelos de aprendizado de máquina aplicados a fenótipos simulados. Os resultados demonstraram que o modelo GBLUP_a apresentou a melhor performance em termos de correlação preditiva (R²) e erro quadrático médio (RMSE) para a maioria dos fenótipos. Modelos como Random Forest e Bagging também mostraram resultados competitivos, especialmente em fenótipos com maior complexidade genética.

Além disso, o modelo MARS_2 destacou-se em V1, superando os modelos GBLUP em correlação preditiva. A rede neural, embora tenha mostrado resultados razoáveis, não alcançou a acurácia dos modelos GBLUP e MARS.

Esses achados sugerem que a escolha do modelo de predição deve ser baseada nas características específicas dos fenótipos e na complexidade genética envolvida. Modelos baseados em árvores, como Random Forest e Bagging, podem ser particularmente eficazes para fenótipos com interações complexas entre marcadores. Por outro lado, GBLUP continua sendo uma escolha sólida para muitos cenários de predição genômica.


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  1. Weverton Gomes da Costa, Pós-Doutorando, Departamento de Estatística - Universidade Federal de Viçosa, ↩︎